A "síndrome genito-urinária da menopausa" - os riscos da criação de uma nova entidade


Síndrome génito-urinária da menopausa

Em 2012, a International Society for the Study of Women's Sexual Health (ISSWSH) e a North American Menopause Society (NAMS

) decidiram rever a terminologia associada à sintomatologia genito-urinária decorrente da menopausa.

Baseado na ideia que o conceito de "vaginite atrófica" poderia ser ofensivo ("atrofia"), mal aceite ("vagina"), inadequado (efectivamente não à inflamação) e redutor (não referência à sintomatologia urinária), cunharam uma nova designação: "síndrome genito-urinária da menopausa".

Contudo, esta nova designação está longe de ser perfeita ou, sequer, melhor que a prévia. Ainda que haja bastante pressão para o seu uso, a maioria das grandes sociedades interessadas no tema foram deixadas de fora.

A adopção desta nova terminologia representa um retrocesso (evicção do uso da palavra "vagina") e levará ao subdiagnóstido de patologia urológica, vulvar e vaginal potencialmente grave. Não deixa de ser curioso notar que esta designação, abrangente - aplicável praticamente a todas as mulheres em menopausa, com qualquer sintomatologia urinária ou vulvo-vaginal, nasceu exactamente no momento em que nos EUA se lançava uma nova molécula para o tratamento da atrofia vaginal: o ospemifeno.

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